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O carioca Antonio Camões tinha apenas 13 anos quando resolveu acompanhar os amigos da rua – que, em vez de ir jogar bola, como ele queria, preferiam assistir à missa dominical da Paróquia da Ressurreição. Aos poucos, a fé se instalou no espírito do pequeno “rebelde”: além de paroquiano assíduo, atuou como coroinha de 1999 a 2008, nas missas dominicais de dez e meia do padre José Roberto e na missa das seis e meia (aos sábados) do padre Zeca. No ano passado, a convite do padre José Roberto, Antonio Camões deixou a função para se tornar coordenador dos cerca de 80 coroinhas da Paróquia – responsabilidade que ele divide com Marina Moraes da Costa e Sandra Lúcia (a “tia Sandra”). Hoje com 26 anos, estudante de Publicidade e Propaganda na Universidade Veiga de Almeida, torcedor entusiasmado do Botafogo, ele conta um pouco de sua trajetória religiosa.


 
Antonio dando ordens... Antonio em Roma 

Por que você resolveu ser coroinha?
Na história da Igreja católica, atuar como coroinha foi sempre uma forma de ser evangelizado, e muitas pessoas seguiram uma carreira religiosa através desse caminho. Mas eu tenho que confessar: no início, eu queria ser coroinha porque todos os meus amigos mais próximos também eram. Era um jeito de estar sempre com eles. Felizmente, tive bons conselheiros aqui dentro, desde que entrei para o grupo de perseverança e participei de retiros. Aos poucos, fui descobrindo o prazer de servir a Deus no altar – e acabei sendo coroinha durante nove anos.

Quais são as tarefas e responsabilidades de um coordenador?
Certamente, a missão mais importante é de ordem religiosa: colaborar com a orientação espiritual de todos eles, enfatizando a importância da fé e de servir a Deus. Mas também precisamos estar atentos aos aspectos técnicos do ritual: a colocação dos pararentos, a distribuição de funções, em cada missa – desde a procissão de entrada até o final. Inclusive, nossa preocupação é permitir que cada coroinha passe por todos os estágios, num revezamento permanente de funções. Outro grande desafio da função é saber ligar com as individualidades, os temperamentos diferentes… Às vezes, a gente tem que fazer o papel de pai, de mãe ou de irmão. Por causa do meu rigor na questão da disciplina, alguns coroinhas até brincam comigo e me chamam de “carrasco”. Mas no fundo eles sabem (ou pelo menos estão aprendendo) que a seriedade e o respeito são tão fundamentais quanto a alegria, para o espírito de celebração da missa.

O que você sentia no altar, durante a missa, quando era coroinha?
Puxa! Eu tive a oportunidade de desfrutar de uma visão bastante diferente daquela da assembleia. Eu podia ver tudo muito mais próximo. Mias do que ver: sentir. A presença de Deus era uma certeza, uma alegria imensa. Tenho certeza de que tudo isso foi fundamental para a consolidação da minha fé.

Fale dessa sua fé: quando foi que ela se revelou?
Eu sempre acreditei em Deus, desde bem pequeno. Mas, no começo da adolescência, eu achava um absurdo ter que ir à igreja, em vez de brincar ou jogar bola. Eu até frequentava a bênção de Santo Antonio, do padre Jorjão [da paróquia de N. S. da Paz], mas não conseguia entender como meus amigos de 12 ou 13 anos viviam na paróquia. Eu queria a companhia deles para ir à praia, assistir a um jogo, essas coisas. Pois foi justamente um desses amigos que me trouxe para a paróquia pela primeira vez – e olha eu aqui até hoje.

Como ocorreu essa mudança?
Houve dois momentos bem marcantes. A primeira “revelação” aconteceu quando eu assistia à missa das cinco da tarde, com o padre José Roberto: fiquei fascinado com a forma como ele conseguia se comunicar com as crianças e os jovens. Mas a mudança plena mesmo (aquela que acontece dentro da gente) foi quando eu participei do “Deus é Dez”, do padre Zeca. Ali, eu senti uma coisa que nunca tinha sentido antes. O passo seguinte foi a crisma, seguir o exemplo dos amigos como coroinha, e todo o resto…

E hoje, como anda a sua fé?
Eu acho que a fé é uma questão de perseverança diária: a cada dia, a gente vai se questionando e reafirmando essa crença em Deus. Talvez por ter sido coroinha durante muitos anos, eu ouso dizer que sinto uma coisa muito especial, uma presença muito próxima de Deus – e fico muito contente de poder transmitir isso para os coroinhas.

Para encerrar: como é o Antonio Camões, fora da Ressurreição?
Fora da paróquia, eu sou igual a qualquer outro jovem da minha idade. Aliás, eu faço questão de mostrar às pessoas, lá fora, que o jovem católico também gosta de sair com os amigos, divertir-se numa boate, ir à praia ou jogar conversa fora num barzinho. Além disso, vou todo dia à Faculdade, dedico horas ao estudo e em breve espero estar atuando no mercado de publicidade. Eu adoro futebol (sou botafoguense) e, sempre que posso, vou ao Maracanã, ou ao Engenhão. Tenho até vários amigos que nem têm religião definida – e eu não me sinto diferente, ou superior a eles. Até porque eu acho que alimentar este convívio é também uma forma permanente de evangelizar.


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