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Algumas reflexões sobre Maria

Maria, personagem bíblica, adquiriu um status simbólico, religioso e místico que vai muito além da devoção piedosa. Nenhuma outra mulher na História representa com tal força o ideal feminino de virtude.
Certamente ela foi a personalidade feminina mais representada de todos os tempos, não apenas nas artes plásticas, mas também na música. Giuseppe Verdi, por exemplo, além de compor uma Ave-Maria e um Stabat Mater (uma espécie de prece), na ópera Otello, adaptada do texto de Shakespeare, adicionou uma Ave-Maria para Desdêmona cantar na cena anterior a sua morte.
N. Sra. Aparecida, N. Sra. de Lourdes, a Virgem de Macarena, de Sevilha, a Virgem de Guadalupe, a Virgem com o rosto misterioso, sombrio e marcado de cutiladas, na Polônia, a Virgem Negra, em Marselha, e até uma N. Sra. das Dores ricamente vestida e ornada com ouro e joias - muitas e diferentes faces de Maria estão presentes em todas as partes do mundo, sobretudo no Mediterrâneo e na América Latina e, também, na Igreja Ortodoxa.

Maria continua sendo uma figura mística. Tão numerosos como um concerto de rock ou num comício, os fiéis vão aos milhões rezar aos seus pés, acumulando sinais de devoção, ora extravagantes e kitsch, mas também muito comoventes.

No cancioneiro popular brasileiro temos a “Ave-Maria” de Vicente Paiva, divulgada para o mundo na voz de Fafá de Belém na visita do Papa João Paulo II ao Rio. O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, nos apresenta Maria como medianeira entre Deus e os homens.
Roberto e Erasmo Carlos homenagearam N. Sra. com várias composições: “Nossa Sra.”, “O Terço”, “Todas as Nossas Senhoras”.